segunda-feira, 14 de junho de 2010

Não deixarei morrer as palavras...



Não deixarei morrer as palavras!
Nem as falsas... sem perfume...
Não as impedirei de florescer!
Nem as tristes que soam a queixume.
Elas são a música do poeta
Não as deixarei morrer...
As que se aliam ao silêncio
As que enchem recordações
Que selam promessas
Que incendeiam corações
Nem as que vestidas de doçuras
Disfarçam amarguras
São palavras avessas
Fugazes e sem cor
Que se calam por si só
Soltas e perdidas no ar
Até podem ser inventadas
Mas quando pelo coração proclamadas...
...e seladas pelo silêncio de um olhar
Sãos as que acabam por florir
São essas que o meu coração quer ouvir.


Anna


1 comentário:

  1. Um poeta é uma poesia coerente & incoerente.
    É uma entrega e um definhar.
    Suas palavras são preciosidades,
    Que algumas vezes dos olhos saem a rolar.
    Entrega de um desalento, ou contentamento sei lá...
    O que sei é que não há cor que esse trovador não consiga pintar.
    E como um jardim
    Transformam-se em canteiros.
    *
    Bjinho Anna.

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